domingo, 17 de janeiro de 2010

OpenAIRE: desafio e oportunidade


Participei na reunião inicial do projecto OpenAIRE - Open Access Infrastructure for Research in Europe, que se realizou em Atenas, e regressei com um misto de entusiasmo e preocupação.

Este é o terceiro projecto europeu, financiado no âmbito do 7º Programa Quadro para a Ciência e a Tecnologia, em que os Serviços de Documentação da Universidade do Minho participam (e iremos iniciar pelo menos mais um projecto em 2010). Mas o OpenAIRE, não é como os outros. É um projecto muito especial, não apenas pelo número de parceiros envolvidos (37 de 28 países), mas sobretudo, por se tratar de um projecto que resultou de uma necessidade da própria Comissão Europeia: criar uma infra-estrutura e mecanismos de suporte para implementar e monitorizar o seu projecto-piloto de Open Access, estabelecido em Agosto de 2008.

A política definida em Agosto de 2008 é um mandato de Open Access que se aplica a 7 áreas de investigação (energia, ambiente, saúde, partes das tecnologias de informação e comunicação, infraestruturas científicas, ciência na sociedade e ciências sociais e humanidades), correspondendo a aproximadamente a 20% do total de financiamento) do 7º Programa Quadro. Esta orientação traduziu-se numa nova cláusula (39) nos contratos estabelecidos entre a Comissão Europeia e as instituições que recebem financiamento para realizar investigação nessas áreas. A cláusula requer o depósito das publicações que resultem desses projectos num repositório (institucional ou temático) de Open Access, admitindo um período de embargo que não pode ser superior a 6 ou 12 meses dependendo da área.

A existência deste mandato da Comissão Europeia, e o estabelecimento de um projecto, envolvendo todos os estados membros, para facilitar e reforçar a sua aplicação constitui uma fantástica oportunidade, para fazer avançar o Open Access na Europa e dar um salto qualitativo e quantitativo relativamente à situação actualmente existente. O trabalho feito no âmbito do OpenAIRE terá repercussões muito para além do projecto ou mesmo do âmbito da ciência realizada com financiamento europeu.

A importância e o potencial impacto do OpenAIRE, e o facto de o projecto ter conseguido reunir, relativamente à maioria dos países (mas não a todos), alguns dos mais activos e experientes protagonistas (organizações e pessoas) das iniciativas relacionadas com o Open Access e os repositórios, deixam-me obviamente muito animado e entusiasmado.

Mas é também pela sua importância que o OpenAIRE é simultaneamente um projecto com uma grande responsabilidade. Não podemos dar-nos ao luxo de falhar. Para o bem, ou para o mal, o OpenAIRE terá um impacto determinante na evolução do Open Access na Europa nos próximos anos.

A minha preocupação com o sucesso do projecto resulta de duas circunstâncias. Em primeiro lugar, o grande número de parceiros, e sobretudo a grande diversidade de situações e experiências nacionais dos parceiros do OpenAIRE. Conseguir coordenar esta diversidade e obter um esforço convergente e eficaz não vai ser fácil, e constitui o primeiro desafio.

Em segundo lugar, a existência de algumas diferenças de perspectivas e opiniões entre os responsáveis pelo desenvolvimento técnico do projecto (infra-estruturas e serviços) e os parceiros (como nós) que são responsáveis ou integram a componente de suporte (helpdesk), coordenação, divulgação e promoção do projecto e do mandato da Comissão Europeia. Mais do que as questões técnicas, o que para mim está em causa é uma questão estratégica: se devem ser privilegiadas soluções distribuídas que não impliquem esforço adicional (ou pelo menos o minimizem) para os investigadores, ou se devem ser privilegiadas soluções “centrais” de depósito/registo que implicam trabalho adicional e contacto com novas interfaces para os autores da literatura que deve ser depositada .

No caso de serem privilegiadas o segundo tipo de soluções, julgo que o sucesso do OpenAIRE, e mais do que isso do projecto-piloto de Open Access da Comissão Europeia, poderão estar em causa. Na minha opinião isso seria um erro dramático, e daí a minha preocupação.

Mas tenho esperança que vamos conseguir consensualizar um caminho que nos permita aproveitar do melhor modo a grande oportunidade que o OpenAIRE constitui.

O site do projecto, que ainda está numa fase inicial de desenvolvimento, está disponível em: http://www.openaire.eu/.

2 comentários:

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